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A UNIÃO DE ITIL & DEVOPS PARA CRIAR O MELHOR FRAMEWORK

Rodney Dangerfield disse em um filme:

“Se você quer parecer magro, saia com pessoas gordas.”

Rodney não era um indivíduo em forma. Sem ofender quem está acima do peso, o conceito é que você não precisa mudar para se destacar, pode trocar sua companhia.

É isso que sinto que tem acontecido ultimamente com alguns conteúdos de Gestão de TI, particularmente em relação ao ITSM. Consultores ou palestrantes de ITIL que construíram uma carreira guiando organizações por meio da complexidade e ambiguidade de livros didáticos estão desesperadamente tentando encontrar alguma forma de se firmarem neste movimento de DevOps que está revolucionando operações de TI. Infelizmente, eles estão com a companhia de indivíduos esbeltos, e, francamente, eles parecem estar bem fora de forma.

“Matt, você era instrutor e consultor de ITIL e fala sobre DevOps há anos.”  Verdade, verdade. No entanto, eu sempre fui crítico sobre ITIL e agi em prol de mudanças. Em 2010, escrevi o blog “ITIL está perdendo seu ímpeto?”. Esmiucei pontos críticos da indústria e pressão do negócio a favor ou não de ITIL.

Falei sobre a pressão para padrão aberto – Olá, IT4IT!

Eu me concentrei na ênfase de TI Outsourcing e service brokering – Você pode dizer SIAM?

Também identifiquei que haveria grande pressão para uma consolidação de frameworks e grande compromisso com Compliance… e se você teve a possibilidade ouvir a última Discussão Contínua, nós tivemos peritos da indústria, Kaimar Karu da Axelos, Robert Stroud da Forrester e Mike Kavis da CloudTP discutindo o tópico: “ITIL ainda é relevante em um mundo DevOps?”

É totalmente relevante! Na verdade, a questão deveria ser: práticas de ITIL, amplamente solidificadas, são valiosas no Negócio Digital, no qual DevOps está prevalecendo?

No meu webinar, discuti sobre tendências de negócios que estão guiando o comportamento organizacional de TI para a Academia ITSM: “Tire a Âncora do ITIL e Levante a Vela – A Razão da Vitória da Organização de TI Ágil!”

Repare que eu disse:

“Práticas de ITIL, amplamente solidificadas”. Essa ressalva é importante, uma vez que grande parte do conteúdo e orientação do ITIL é discutível sobre como ele deve ser aplicado. Há algumas excelentes orientações sobre ITIL que podem ajudar significativamente uma mentalidade DevOps. No entanto, existem algumas coisas que serão muito prejudiciais para a forma de pensar DevOps.

Vamos começar com algumas das diretrizes que agregam valor ao DevOps:

Gerenciamento de Demanda, Capacidade e Disponibilidade

Um bom engenheiro DevOps pode seguir orientações e informações de ITIL sobre Gerenciamento de Demanda, começando com a Estratégia de Serviço para Capacidade e Gerenciamento de Disponibilidade em Design de Serviço. Organizações com modo de pensar focado em DevOps muitas vezes têm um papel chamado Site Reliability Engineer (Engenheiro de Confiança de Site) ou um Service Reliability Engineer (Engenheiro de Confiança do Serviço). Esses engenheiros muitas vezes se encontram construindo cenários e projetando. Esses cenários levarão a testes de fail-over, testes de desempenho, monitoramento de infraestrutura e planejamento de desastre, para garantir a continuidade da operação. A perspectiva de negócios e as considerações de componentes no ITIL aumentam a capacidade dos engenheiros de criar cenários mais realistas e práticos.

O desafio da orientação, entretanto, é a linguagem que é usada. Os engenheiros do DevOps terão dificuldade em ler a orientação ITIL por causa de seu tom. ITIL foi escrito como se fosse um departamento de negócios distintos que presta serviços de TI como um provedor de serviços de TI. Não é assim que as organizações de TI de alto desempenho com uma mentalidade DevOps se veem. Assim, eles estão inclinados a não considerar orientação como “adequada para uso”.

Algumas diferenças filosóficas entre ITSM tradicional e organizações de TI de Alta Performance:

Algumas diferenças táticas entre organizações ITSM tradicionais versus TI de Alta Performance:
As mensurações são baseadas no consumo, latência, usabilidade e abandono. Canais são criados para usuários finais facilmente alcançarem o objetivo. Não se incentiva a interação de desenvolvedores com usuários finais.

Há muitos, muitos mais exemplos. As diferenças de intenção não são diferentes, mas há bastante distinção na execução e modo de pensar.

E Rodney estava errado, só porque você anda com Compras e RH, isso não faz você parecer ágil.

Para realmente se chegar ao alto desempenho, você precisa mudar sua perspectiva, suas expectativas, seu modo de falar e sua mentalidade sobre como o trabalho é feito.

Fonte: http://www.vigilantguy.com/itil-devops-merge-to-create-devil-framework/

Sobre Ademar Luccio

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Mais de 10 anos de experiência em Governança e Gestão de TI, atuando em projetos nacionais e internacionais (EUA e Europa) em empresas das verticais de manufatura, finanças e serviços. Atualmente, Program Manager do EXIN na Holanda. Certificado como ITIL Expert, ISO 20.000, Auditor Líder das normas: ISO 9.001, 20.000 e 27.001, Green IT, Business Information Management, Lean Six Sigma, Cloud Computing e Cobit. Instrutor na área de Governança de TI, tendo treinado e certificado mais de 4.500 alunos na área nos últimos anos.

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