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Tremor sentido no Brasil e prédios evacuados na Av. Paulista.

Entenda a relevância do PCN para acidentes, incidentes e situações adversas.


Sobre o terremoto e seus reflexos.

Pouco antes das 11h da manhã desta segunda-feira, 02 de abril de 2018, um tremor decorrente de abalo sísmico na Bolívia foi sentido no Brasil, de acordo com confirmação do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB). Segundo o USGS – United States Geological Survey (serviço geológico dos Estados Unidos), o terremoto aconteceu às 9h40 no sul da Bolívia – 10h40 no horário de Brasília – a 13 km de Carandayti, com magnitude de 6,8 graus na escala Richter.

Na Avenida Paulista, onde está localizada a DARYUS Consultoria e Educação, os reflexos foram percebidos e prédios evacuados. Há também relatos de reflexos e evacuações em outras cidades do Estado de São Paulo e em municípios de Minas Gerais, Paraná, Brasília e Rio Grande do Sul. Os colaboradores do Grupo DARYUS sentiram o tremor e evacuaram os andares do prédio localizado no número 967 da Avenida Paulista, de acordo com as práticas de segurança e orientação dos brigadistas.

O que é Plano de Continuidade de Negócios (PCN)  e qual a relação com o episódio?

Um PCN consiste em um conjunto de Planos, estratégias, tecnologias e ações a serem realizadas frente a cenários de crises ou desastres, para viabilizar a continuidade do negócio da empresa. Ou seja, “Preparar a empresa para situações adversas que comprometam sua capacidade de entregar produtos e/ou serviços.”, explica Jeferson D’Addario, CEO do Grupo DARYUS e especialista em PCN formado pelo DRI International – USA.

FATO POSITIVO: Até o fechamento deste texto, não houve relatos ou fatos de danos de infraestrutura nas edificações das cidades afetadas. Preventivamente algumas, executaram seus procedimentos de evacuação e aguardaram as autoridades, como a Defesa Civil que enviou suas viaturas para Av. Paulista, que fizeram verificações junto alguns prédios e liberando esses locais na sequência.

FATO NEGATIVO: Nem todos os edifícios da região da Avenida Paulista sentiram os abalos ou balançar de prédios, e por isso nem todos evacuaram. Alguns evacuaram desordenadamente, com as pessoas nervosas e sem o devido suporte de brigadistas e bombeiros civis do local, ocasionando em torções de tornozelo, pequenos arranhões e hematomas. Coisa típica de despreparo, muito comum em prédios multi-usuários e em que as empresas no local não possuem brigadistas ou a administração central prepara os funcionários para isso. Locais com coworking também precisam ficar atentos a esse tipo de situação.

Como proceder em casos de tremor?

O procedimento indicado após situações de tremor e/ou abalo sísmico é a evacuação preventiva das edificações, que deve ser realizada de forma ordenada e calma, como enfatiza Jeferson D’Addario. Então, as pessoas devem ir para pontos de encontro preestabelecidos, que não ofereceram riscos. Estes locais podem ser próximos à edificação, caso não haja risco visível de desabamento, ou mais afastados se o local apresentar riscos.

Após a confirmação de que o prédio está completamente evacuado e todos estão em segurança, a Defesa Civil e/ou os Bombeiros fazem a análise da edificação para constatar se há rachaduras, desabamentos, danos estruturais, etc. Se o local estiver seguro e adequado, ocorre a liberação para uso. Caso contrário outros órgãos, como o CONTRU na cidade de São Paulo, são acionados para enviar suas equipes para análises mais detalhadas. Em caso de riscos, ocorra a interdição e/ou impedimento de acesso total ou parcial.

Mesmo após a liberação, é fundamental continuar o monitoramento do local para a verificação de danos que possam não ser aparentes em uma primeira vistoria, como partes elétricas, máquinas de elevadores, tubulações de gás e esgoto. Especificamente para a região da Avenida Paulista, há também atenção com subsolos e o metrô. Como visto hoje, inúmeros prédios não realizaram a evacuação, consequente de uma avaliação de que não havia necessidade, mas também por ausência de preparação. O Jeferson explica que “é comum em prédios múltiplos, ou seja, com vários condôminos (típico em regiões centrais), que não haja preparação adequada por fatores diversos”.

Relevância do Plano de Continuidade de Negócios.

“Comumente, no Brasil, o PCN é apenas lembrado em situações de greves, desastres e/ou episódios como o de hoje”, explica o especialista. Felizmente, as consequências do tremor parecem mínimas, mas é potencialmente factível que aconteçam situações que resultem na indisponibilidade total do local de trabalho, principalmente em grandes centros urbanos. Por isso, é fundamental que as empresas estejam preparadas para adversidades e infortúnios através do desenvolvimento de um PCN robusto e adequado. Afinal, com planejamento e preparo, os impactos aos colaboradores e clientes podem ser minimizados, as operações mantidas e os obstáculos contornados. As autoridades no Federais, Estaduais e Municipais não exigem um PCN para os estabelecimentos e empresas, e isso não é apresentado ou oferecido na formação de membros das forças públicas, o que dificulta a preparação e minimização dos danos e perdas.

 

Palavra da President and CEO – DRI International, Chloe Demrovsky.

Sobre Jeferson D'Addario - CBCP, MBCI, CRISC

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Consultor sênior há mais de vinte anos em TI, gestão de riscos e continuidade de negócios, ganhador do prêmio SECMASTER 2006 na categoria “Melhor Contribuição para o Desenvolvimento de Mercado”. Possui mais de 35 projetos de Continuidade de Negócios para empresas líderes no Brasil e Exterior nos últimos dez anos. Certificado como CBCP pelo DRII-USA, MBCI pelo BCI-UK, CRISC pela ISACA, ISO 27001 lead auditor (BSI). Formação em Economia e TI. Foi o responsável por trazer e desenvolver os primeiros cursos de continuidade de negócios oficiais do DRII – Disaster Recovery Institute International para o Brasil em 2005. Desde 2010 é instrutor oficial do DRII e representante executivo para o Brasil. É Membro da ISACA-SP, sendo colaborador na tradução do COBIT 4.1. Possui ampla experiência em Gestão de TIC (ITIL e ISO 20.000) e Govenança de TIC (COBIT, ISO 38500), tendo sido gerente e diretor de TI em empresas nacionais, e participado de projetos de implementação e certificação. Criador, coordenador e professor da Pós-graduação em GTSI - Gestão e Tecnologia em Segurança da Informação, curso DARYUS aplicado na Faculdade Impacta Tecnologia (FIT) – SP/SP, desde 2003, atualmente na turma 15. É sócio-diretor e fundador da DARYUS Consultoria e Treinamento, e atualmente CEO do Grupo DARYUS. Possui ampla experiência em gestão empresarial de negócios, pessoas, educação, gestão de crises, comunicação empresarial, relacionamento executivo e gestão financeira, apoiando executivos de grandes empresas no Brasil em projetos de consultoria. Palestrante, articulista e colaborador em eventos nacionais e internacionais relacionados a GRC, TI, Continuidade e Gestão Empresarial. Foi reconhecido pela Infragard – Califórnia em 2010 pela contribuição na área de segurança da informação para o Brasil. Já lecionou anteriormente para IPEN – Instituto de Pesquisas Nucleares – USP – SP e Instituto Trevisan – SP.

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