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Segurança e privacidade nas cidades inteligentes.

Os celulares são inteligentes, os relógios são inteligentes, as geladeiras são inteligentes, as roupas são inteligentes… Cada vez mais, o conceito smart se alastra e o acesso à internet é naturalizado como parte comum do dia a dia. Para alguns, as cidades inteligentes se enquadram no smart ao oferecerem acesso à internet em locais públicos. Porém, elas vão muito além do Wi-Fi na praça ou nos pontos de ônibus. Os projetos mais relevantes englobam tecnologias variadas com o intuito de modificar a experiência e a vivência dos cidadãos. Gerenciamento urbano apoiado em dados (Data-Driven Urbanism), IoT, Big Data, algoritmos, análise preditiva, tudo isso voltado à melhoria da infraestrutura das cidades.

Com tanta tecnologia, questões sobre segurança da informação, vulnerabilidade de dados e privacidade entram na pauta urbana. No GRC + DRIDAY 2018, o painel moderado por Cristiano Breder, da Wipro, contou com André Galvão, Prodam, Leonardo Noshi, NRPAR Participações. Com experiências em grandes eventos esportivos, como Copa do Mundo, Olimpíadas e Jogos Pan-Americanos, além de atuação no desenvolvimento de municípios, o trio trouxe à tona o que costuma ser esquecido sobre as cidades inteligentes. Obviamente, gestão e cidadãos anseiam por soluções que facilitem e melhorem a vida nas cidades. Entretanto, segurança e privacidade são fatores fundamentais a serem considerados.

O dilema não é novo. O usuário quer acesso e facilidades, mas há riscos e vulnerabilidades no uso de tecnologias disponibilizadas aos cidadãos. Outro ponto crítico são os dados pessoais. Muitas cidades têm populações imensas e um arsenal de informações exorbitante. Garantir a segurança, gestão de privilégios e privacidade em cenários tão voluptuosos é um desafio imenso. Muitos participantes do evento lidam com dificuldades similares no universo corporativo. Logo, conhecer os problemas e as soluções aplicadas em uma esfera de milhares e até milhões de habitantes ofereceu um panorama muito rico de aprendizados. Afinal, a discussão sobre expectativas e próximos passos das cidades inteligentes tem diversos pontos de sinergia com o universo dos negócios.

 

Cidades mais conectadas

Entre os conteúdos apresentados no painel, os rankings de cidades mais conectadas no Brasil e no mundo foram úteis para a compreensão de qual o estágio atual e quais as oportunidades no horizonte. Segundo dados da Urban Systems, publicados pela Revista Exame, o TOP 5 nacional (2017) é composto por: São Paulo/SP, Curitiba/PR, Rio de Janeiro/RJ, Belo Horizonte/MG e Vitória/ES. Todas capitais de seus Estados e cidades que concentram grandes recursos por serem de grande porte. Porém, alongando até o TOP 20, municípios de pequeno e médio porte entram em cena: Campinas/SP (8°), Santos/SP (12°), Barueri/SP (13°), Maringá/PR (19°) e São Bernardo do Campo/SP (20°).

Já o ranking mundial (Fonte: EasyPark – 2017) é encabeçado por Copenhague, a capital da Dinamarca. Em seguida, Singapura, Estocolmo, Zurique, Boston, Tóquio, São Francisco, Amsterdam, Genebra e Melbourne completam o TOP 10. As únicas brasileiras no TOP 100 são: São Paulo/SP (80°) e Rio de Janeiro/RJ (86°).

Sobre Vanessa Oliveira

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Pós-graduada em Marketing Digital, com MBA em andamento em Gestão da Comunicação em Mídias Digitais, graduada em Comunicação.

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