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Riscos e oportunidades da Transformação Digital

A transformação digital é um movimento onipresente que simultaneamente cria e acompanha a revolução que acontece dia a dia no mundo

 

transformação digital, pauta recorrente em inovação, não é um projeto a ser implantado e finalizado. Trata-se de um movimento que simultaneamente cria e acompanha a revolução que acontece dia a dia no mundo. Se lá na década de 60, a Lei de Moore sugeriu dobra de processamento a cada 18 meses, o que esperar da curva da transformação digital?

A expectativa é que isso continue a crescer exponencialmente e o futuro possa ser evoluído como a ficção científica. Capacidade de comunicação ilimitada e multi dispositivos, descentralização dos controladores, sensores, robôs automatizando pesquisas e rotinas supérfluas e quem sabe detecção e cura ágil de doenças graves. Tudo converge para a compreensão melhor do corpo humano, dos recursos tecnológicos e de novos materiais nano inteligentes. Essa atmosfera impacta comportamentos e assusta quem viveu realidades diferentes. Paradoxalmente, cada vez mais, inovações são rapidamente naturalizadas. A apropriação é tão instantânea e fluída, que tudo assume o caráter de segunda natureza velozmente.

 

O que é segunda natureza?

Do inglês, second nature, o conceito refere-se aos hábitos e características instintivas. São comportamentos assimilados como naturais. Por exemplo, acordar e olhar o smartphone antes de qualquer coisa é um comportamento naturalizado. Você não percebe mais que o realiza, tampouco impressiona-se com a tecnologia envolvida na atividade. É como se estivéssemos nos tornando cyborgs sem perceber. Por mais que o smartphone ainda seja acoplado ao corpo, você deve conhecer alguém que parece que o incorporou à mão.

Outro conceito interessante a ser considerado é a ubiquidade. A palavra parece difícil, mas o significado é simples: é a capacidade de estar presente em todo lugar. Pelo dicionário, algo concomitantemente em todos os lugares, pessoas e coisas. Logo, podemos afirmar que a transformação digital é ubíqua. O fato de você ou a sua empresa ainda não a terem percebido, não anula o fato de que ela é onipresente.

 

Enfim, a transformação digital pode ser fluída?

A forma como as pessoas usam e assimilam inovação é cada vez mais fluída. A tecnologia é ubíqua e absorvida como segunda natureza. Somado a isso, é mais difícil ser disruptivo. Obviamente, ainda há disrupção nos negócios. Entretanto, são anos de Revolução Digital, são anos de inovações rompendo barreiras. Consequentemente, notam-se sinais de uma recepção naturalizada ao novo. Talvez por termos sido tão impactados por tsunamis seguidos de mudanças, tenhamos aprendido a nadar neste mar de revoluções. Se isso for verdade, pode ser possível que a transformação digital atinja a tão esperada fluidez. Daí, quem sabe, ela simplesmente existirá, sem precisar ser pauta de metas a serem cumpridas.

 

Riscos e oportunidades

Se você não é tão digital assim, não se assuste. Há espaço e negócios para ambos os perfis. A análise comportamental digital será usada tanto para marketing como para segurança e poderá trazer grandes benefícios. Menos complexas, as tecnologias serão mais interativas e intuitivas, o que facilitará o autogerenciamento para os menos “nerds”.

Riscos cibernéticos, falta de água, falta de alimentos, migração desordenada, mudanças climáticas complexas, fraudes e outros riscos ainda assolam e preocupam, segundo o Global Risk Report 2018 do World Economic Forum (DAVOS). Cenários que não devem ser revertidos em menos de 30 anos. Na contramão, empresários e executivos podem aproveitar as oportunidades para compensar falhas históricas dos governos, fomentar negócios, fiscalizar, gerar novas profissões, etc. Veja o exemplo de Tesla, Google ou até mesmo da Saint-Gobain. Empresas se reinventando, ou melhor, criando novas áreas. Ser ou não ser digital não importa, o que importa é desenvolver algo bom. Inovação que impacte milhões e que permita a resolução de problemas de forma positiva.

Sobre Jeferson D'Addario - CBCP, MBCI, CRISC

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Consultor sênior há mais de vinte anos em TI, gestão de riscos e continuidade de negócios, ganhador do prêmio SECMASTER 2006 na categoria “Melhor Contribuição para o Desenvolvimento de Mercado”. Possui mais de 35 projetos de Continuidade de Negócios para empresas líderes no Brasil e Exterior nos últimos dez anos. Certificado como CBCP pelo DRII-USA, MBCI pelo BCI-UK, CRISC pela ISACA, ISO 27001 lead auditor (BSI). Formação em Economia e TI. Foi o responsável por trazer e desenvolver os primeiros cursos de continuidade de negócios oficiais do DRII – Disaster Recovery Institute International para o Brasil em 2005. Desde 2010 é instrutor oficial do DRII e representante executivo para o Brasil. É Membro da ISACA-SP, sendo colaborador na tradução do COBIT 4.1. Possui ampla experiência em Gestão de TIC (ITIL e ISO 20.000) e Govenança de TIC (COBIT, ISO 38500), tendo sido gerente e diretor de TI em empresas nacionais, e participado de projetos de implementação e certificação. Criador, coordenador e professor da Pós-graduação em GTSI - Gestão e Tecnologia em Segurança da Informação, curso DARYUS aplicado na Faculdade Impacta Tecnologia (FIT) – SP/SP, desde 2003, atualmente na turma 15. É sócio-diretor e fundador da DARYUS Consultoria e Treinamento, e atualmente CEO do Grupo DARYUS. Possui ampla experiência em gestão empresarial de negócios, pessoas, educação, gestão de crises, comunicação empresarial, relacionamento executivo e gestão financeira, apoiando executivos de grandes empresas no Brasil em projetos de consultoria. Palestrante, articulista e colaborador em eventos nacionais e internacionais relacionados a GRC, TI, Continuidade e Gestão Empresarial. Foi reconhecido pela Infragard – Califórnia em 2010 pela contribuição na área de segurança da informação para o Brasil. Já lecionou anteriormente para IPEN – Instituto de Pesquisas Nucleares – USP – SP e Instituto Trevisan – SP.

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