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Compliance Procedure Regulations Risk Strategy Concept

Por que será que a maioria das empresas não inclui área de Compliance em decisão estratégica?

Segundo matéria do Valor Econômico no começo desse ano, escrita por Letícia Arcoverde, “embora programas de ética e compliance estejam ganhando espaço nas empresas, uma pesquisa global mostra que ainda há um longo caminho a ser percorrido até que essas áreas consigam atuar de forma mais ampla, e não apenas com treinamentos e ferramentas pontuais”.
Em nossos trabalhos e aulas, temos observado que quando o Compliance não conhece a estratégia do negócio, temos grandes problemas na gestão de Compliance, e por esse motivo criei o diagrama de Assi para demonstrar as responsabilidades de todos na organização. Acaba-se ficando limitado somente a normas e leis, e tende a “atrapalhar” os processos com muita burocratização, portanto devemos facilitar para que o negócio aconteça dentro da lei, mas para isso devemos estar mais próximos do negócio e entendê-lo melhor.
Ainda na matéria: “O levantamento da empresa de consultoria LRN contou com a participação de mais de 500 executivos da área de ética e compliance, a maior parte deles da América do Norte. De acordo com a pesquisa, altos executivos incluem as áreas de compliance em decisões estratégicas em menos da metade das empresas (49%). Ainda menos (45%) incluem o comportamento ético em avaliações de desempenho como pré-requisito para uma promoção. Também fica em 50% o número de empresas onde a gerência média acredita ter a responsabilidade de avaliar riscos relativos a ética e compliance”.
Neste item anterior, vale salientar que a responsabilidade de compliance, não é de uma área especifica, mas é de todos na empresa, basta buscar entendimento no processo das três linhas de defesa do IIA Global.
Para concluir a matéria: “Ao avaliar a eficiência dos programas de ética e compliance das companhias participantes, a pesquisa aponta que aqueles com maior eficácia são os que conseguem fazer com que a atuação da área permeie outros departamentos e níveis da companhia. Para a maioria dos profissionais de compliance, os programas da área devem ser mais do que uma lista de pontos a serem atendidos e treinamentos pontuais, mas precisam saber comunicar de forma direta como os conceitos influenciam o comportamento diário dos funcionários. “As regras sozinhas não são suficientes para garantir uma cultura corporativa ética”, diz Susan Divers, consultora sênior da LRN”.
Nesta semana fiz a leitura de um artigo da Liziê Barbosa no Linkedin que servirá de suporte para finalizarmos esta postagem: profissional-de-compliance-vai-alem-das-questões-juridicas

Compliance é um tema discutido mundialmente. No Brasil, os eventos GRC+DRIDAY e GRM proporcionam aos participantes debates e painéis exclusivos que agregam sobre Gestão de Riscos, Continuidade e Cyber Security.

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Sobre Marcos Assi

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Mestre em Ciências Contábeis e Atuariais pela PUC-SP, Bacharel em Ciências Contábeis pela FMU, com Pós-Graduação em Auditoria Interna e Pericia pela FECAP, Certificação Internacional pelo ISACA – CRISC – Certified in Risk and Information Systems Control e Certificação pela Exin – ISFS – Information Security Foundation Diretor e Líder de prática de Governança Corporativa, Riscos Operacionais e Controles Internos e Compliance da Massi Consultoria e Treinamento Professor de MBA da FECAP, da Saint Paul Escola de Negócios, da FIA (Labfin), do Centro Paula Sousa – FATEC, da Universidade de São Caetano do Sul – USCS, da Sustentare Escola de Negócios de Joinville, da REGES – Rede de Ensino Superior de Dracena, da Trevisan Escola de Negócios e da Faculdade La Salle de Lucas do Rio Verde – MT. Instrutor de Controles Internos, Compliance e Prevenção a Fraudes da INFI – Febraban – Educação Corporativa e da ABBC Educação Corporativa. Autor dos livros: “Controles Internos e Cultura Organizacional – Como consolidar a confiança na gestão do negócio” – Saint Paul Editora – 2ª Edição – 2014 – “Gestão de Riscos com Controles Internos – Ferramentas, certificações e métodos para garantir a eficiência dos negócios” – Saint Paul Editora – 2012 – “Gestão de Compliance e seus desafios – Como implementar controles internos, superar dificuldades e manter a eficiência dos negócios”, – Saint Paul Editora – 2013 – “Controles internos e contábeis na gestão de tesouraria – O controle interno representa em uma organização o conjunto de procedimentos, métodos e rotinas.”, – NEA – Novas Edições Acadêmicas – 2015

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