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IoT: riscos, vulnerabilidades e forense.

Itens do quotidiano com acesso à internet não são a novidade da última semana. Smartphones, wearables, aparelhos domésticos inteligentes e outros tantos objetos IoT são realidade há alguns anos. Aliás, a próxima fronteira que já começou a ser rompida são os biochips, algo como wearables, mas implantados no corpo. Todos os avanços decorrentes da internet em todos os lugares e em todas as coisas são fascinantes e inspiradoras. Frente a isso, a Forense digital ganha mais relevância e tem desafios significativos no horizonte.

O GRC + DRIDAY 2018 trouxe o assunto para o debate com uma apresentação impactante de Thiago Bordini, Diretor da NS Prevention, Santiago Schunck, sócio da  SCSA Advogados e o Prof. Luiz Rabelo, Coordenador da pós-graduação em Perícia Forense Digital da DARYUS Educação em parceria com a Faculdade Impacta. Bordini, que possui dois biochips implantados nas mãos, simulou um ataque ao smartphone de uma das participantes do evento. Tudo diante da plateia e em poucos segundos. A dinâmica apresentou a amplitude que os vetores de ataques cibernéticos podem atingir e foi ponto de partida para discussão sobre viabilidades forenses e legais para tratar o caso.

A tríade simulação de ataque, avaliação forense e aval jurídico foi fundamental para que o assunto fosse analisado sob todos os vieses. Rabelo e Schunck explicaram as deficiências legislativas que o caso enfrentaria. Por exemplo, umas das medidas forenses seria solicitar o vetor de ataque, se descoberta a origem. Entretanto, por tratar-se de algo implantado no corpo de Bordini, não haveria amparo legal para esta tratativa ou recolhimento de provas, além do que o biochip não registra logs ou tem HD. Há ainda muita dificuldade no acompanhamento jurídico de casos sobre cibersegurança, pois as tecnologias e ataques avançam em uma velocidade maior do que as respostas possíveis.

 

IoT: novo mindset investigativo.

Umas das exigências resultantes da complexidade dos casos é a necessidade de um novo mindset investigativo, frisou o Prof.  Luiz Rabelo. A tendência é que invasões e vazamentos de informações evoluam com a tecnologia. Ao inserir as possibilidades diversas da Internet das Coisas, o cenário ganha ainda mais complexidade. As expectativas são de um futuro no qual a internet esteja presente em praticamente tudo. Quando até o corpo humano entra na lista, a complexidade é elevada para um patamar elevadíssimo. Por isso, a ciência forense digital e a legislação precisam evoluir a fim de que tenham condições de acompanhar as mudanças na velocidade exorbitante que elas acontecem.

Sobre Vanessa Oliveira

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Pós-graduada em Marketing Digital, com MBA em andamento em Gestão da Comunicação em Mídias Digitais, graduada em Comunicação.

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