Home / Segurança da Informação / Inteligência Artificial na Segurança da Informação – desafios e ganhos

Inteligência Artificial na Segurança da Informação – desafios e ganhos

No primeiro dia de Ciab Febraban 2018 – maior congresso de tecnologia da informação para o setor financeiro – Thiago Bordini, Diretor de Inteligência Cibernética do Grupo New Space e professor do curso de pós-graduação em Cyber Security da DARYUS Educação e Faculdade Impacta, participou do painel “Inteligência Artificial na Segurança da Informação”, juntamente de Gary Meshell (IBM) com a mediação de João Carlo Mauro (Febraban).

Na visão de Bordini, a Inteligência Artificial não deve ser vista como uma solução pronta – muito pelo contrário, para que ela atue positivamente na Segurança da Informação é preciso treiná-la, atualizá-la a todo momento. Além disso, se a estruturação de um modelo inicial de IA é mal feito, o resultado consistirá em réplicas de ações equivocadas, ou seja, é imprescindível o acompanhamento e o ajuste constante da tecnologia. Como apontado por ele, “Pense em IA como um animal que precisa ser adestrado a todo tempo”.

Em um cenário de análises de vulnerabilidades automatizadas, a Inteligência Artificial proveria técnicas de fuzzing generalistas porém mais assertivas, capacidade de adaptação a novas condições, testes recorrentes com menores chances de falsos positivos e agilidade nos testes com vulnerabilidades já conhecidas. Agilidade e assertividade também são palavras-chave na aplicação de IA nas análises de phishing e malware – claro, no caso de um bom gerenciamento da Inteligência Artificial.

Gary Meshell apontou para as principais deficiências no trabalho de Segurança da Informação nos Estados Unidos e na Europa atualmente. Segundo ele, a maior parte das violações é fruto de ataques internos, ou seja, as principais fontes de vazamento de dados das empresas são seus próprios funcionários. Isso revela uma imaturidade global no que diz respeito ao gerenciamento da Segurança da Informação – os dados são os bens mais preciosos e também mais perigosos de uma organização. No que diz respeito à aplicação da Inteligência Artificial na Segurança da Informação, Meshell a vê como um elemento integrante de uma grande “orquestra” de proteção de dados. O banco de dados pode ser visto como similar ao sistema imunológico animal, no qual somente o funcionamento harmônico de uma série de elementos promove uma proteção real.

No Brasil, a aplicação da Inteligência Artificial ainda é imatura, mas tende a acompanhar a tendência internacional de desenvolvimento. No entanto, é bastante provável que a morosidade da legislação seja mais uma vez o maior impeditivo de seu uso. Nos resta acompanhar as inovações, tendo em mente a constante busca pela proteção dos dados.

Sobre Maria Elisa Pompeu

Confira tambem

COBIT 5: certificação fundamental para profissionais de TI.

Informação é um ativo importantíssimo, o que torna a busca por proteção extremamente relevante. Somado …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *