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Governança 3.0

Governança 3.0: conheça os paradigmas

Qera digital trouxe novos paradigmas e desafios para as empresas. Muitas encaram que a revolução tecnológica promovida pela internet apenas gerou impactos no sistema de comunicação com consumidores. Vamos falar sobre a Governança 3.0.

Porém, não é o que acredita o escritor e doutor em ciência da informação, Carlos Nepomuceno. Pesquisando há mais de 10 anos a evolução dos modelos organizacionais corporativos, Nepomuceno defende que o sistema de comunicação não é algo isolado dentro de uma empresa.

Para ele, empresas que não ajustam seus sistemas de governança e de gestão de acordo com os novos paradigmas da comunicação tendem a sofrer crises e a comprometer importantes conquistas realizadas em razão do papel social. Para saber o que é o conceito de  Governança 3.0 criado pelo pesquisador, continue acompanhando nosso post!

Governança 3.0 e os três tipos de empresa na era digital

Para Nepomuceno, no quadro atual existem três tipos de empresas: aquelas que não aderiram à mudança do sistema de comunicação pautado pela internet, evitando, assim, redes sociais ou qualquer ouro tipo de canal de comunicação online, as que modificaram totalmente seu sistema de comunicação, porém não alteraram o de governança e de gestão e, por fim, as que nasceram da era digital, com sistemas de gestão e de comunicação totalmente adaptados a essa nova realidade, porém, que não adaptaram o sistema de governança.

Cada uma dessas empresas passa por um tipo de crise, que deve ser avaliado com atenção.

No primeiro caso, ou seja, das empresas que evitam os canais de comunicação online e são avessas às novas estruturas, se identificam dois tipos de crise: primeiramente em relação ao consumidor, já que este passou a ser um ser mais ativo e crítico, demandando uma relação de confiança para concretizar uma compra. Além disso, esse novo consumidor é mais receptivo a novos modelos de negócio, tendendo a evitar empresas que não utilizem estruturas moderas em seus sistemas.

A segunda crise

Por sua vez, é de eficiência, já que a tecnologia aplicada à comunicação permitiu que se estabelecesse um canal muito mais direto com o consumidor, possibilitando resolver questões com maior agilidade e eficiência. A empresa que se nega a enxergar isso, portanto, tende a ser menos eficiente especialmente quando comparada à concorrência, que utiliza dessas novas estruturas como parte do modelo do negócio. Além disso, esse tipo de conduta tende a promover a baixa qualidade na percepção de produtos e serviços, o que também prejudica o ciclo de vendas da empresa.

O segundo grupo diz respeito às empresas que adéquam seus canais de comunicação, porém não alteram o sistema de governança e de gestão. Neste caso, o que acaba surgindo é uma nova demanda promovida pelo setor de comunicação, que não consegue ser absolvida pela empresa. Esse modelo também prejudica a eficiência da empresa, já que seus serviços ou produtos acabam não conversando com seus clientes diretamente e não são capazes de atendê-los enquanto demanda.

Negócios Digitais

Por fim, existem os próprios negócios digitais, como o Google e o próprio Facebook, por exemplo. Essas empresas, na sua grande maioria de capital aberto, possuem não apenas o sistema de comunicação, como também de gestão adaptados aos paradigmas da era digital.

Contudo, elas são carentes de uma governança disruptiva, o que acaba reproduzindo uma lógica já superada diante da função social da empresa. É o caso, por exemplo, do Youtube querendo se transformar em uma televisão de massa que, da mesma forma, promove o monopólio da informação, ou o Google e o Facebook controlando a exposição por meio de anúncios pagos, dando maiores chances àqueles que detém poder econômico.

Todos esses monopólios foram questionados no modelo anterior, fazendo com que as empresas buscassem adequar suas gestões e desenvolver sua governança baseada em valores humanos, e não simplesmente de discriminação para gerar valor financeiro.

Onde estamos e para onde vamos?

Na pesquisa realizada por Nepomuceno, a crise enfrentada pelas empresas do terceiro perfil ainda não é uma realidade completa, o que acaba postergando o questionamento de novos modelos de governança nessas instituições. Porém, o que ele identifica é algo que não se pode negar.

Mesmo no modelo digital, as empresas não escapam de seu papel social e de promoverem, com sua atividade, maior igualdade e acesso. Por isso é importante a reflexão para que as empresas possam, de fato, se adequar à nova realidade e promover impactos positivos no atual sistema.

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Sobre Jeferson D'Addario - CBCP, MBCI, CRISC

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Consultor sênior há mais de vinte anos em TI, gestão de riscos e continuidade de negócios, ganhador do prêmio SECMASTER 2006 na categoria “Melhor Contribuição para o Desenvolvimento de Mercado”. Possui mais de 35 projetos de Continuidade de Negócios para empresas líderes no Brasil e Exterior nos últimos dez anos. Certificado como CBCP pelo DRII-USA, MBCI pelo BCI-UK, CRISC pela ISACA, ISO 27001 lead auditor (BSI). Formação em Economia e TI. Foi o responsável por trazer e desenvolver os primeiros cursos de continuidade de negócios oficiais do DRII – Disaster Recovery Institute International para o Brasil em 2005. Desde 2010 é instrutor oficial do DRII e representante executivo para o Brasil. É Membro da ISACA-SP, sendo colaborador na tradução do COBIT 4.1. Possui ampla experiência em Gestão de TIC (ITIL e ISO 20.000) e Govenança de TIC (COBIT, ISO 38500), tendo sido gerente e diretor de TI em empresas nacionais, e participado de projetos de implementação e certificação. Criador, coordenador e professor da Pós-graduação em GTSI - Gestão e Tecnologia em Segurança da Informação, curso DARYUS aplicado na Faculdade Impacta Tecnologia (FIT) – SP/SP, desde 2003, atualmente na turma 15. É sócio-diretor e fundador da DARYUS Consultoria e Treinamento, e atualmente CEO do Grupo DARYUS. Possui ampla experiência em gestão empresarial de negócios, pessoas, educação, gestão de crises, comunicação empresarial, relacionamento executivo e gestão financeira, apoiando executivos de grandes empresas no Brasil em projetos de consultoria. Palestrante, articulista e colaborador em eventos nacionais e internacionais relacionados a GRC, TI, Continuidade e Gestão Empresarial. Foi reconhecido pela Infragard – Califórnia em 2010 pela contribuição na área de segurança da informação para o Brasil. Já lecionou anteriormente para IPEN – Instituto de Pesquisas Nucleares – USP – SP e Instituto Trevisan – SP.

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