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Como o Zero Trust pode ajudar na segurança de dados das empresas 

O Zero Trust é um modelo de segurança no qual é estabelecido um criterioso processo de verificação de identidade. A ideia principal é que apenas os dispositivos e usuários devidamente autenticados e autorizados consigam acessar determinados recursos e informações. Com a pandemia da Covid-19, o sistema ganhou forte adesão pelas empresas.

Um dos fatores para essa crescente adesão se deve por conta de os colaboradores acessarem os ambientes das organizações muitas vezes por meio de máquinas pessoais, aumentando a necessidade de cuidados com a segurança.

Vulnerabilidades geralmente acontecem quando organizações confiam de forma excessiva em usuários ou dispositivos. A prática de limitar os privilégios de ambos faz com que a superfície de ataque seja reduzida drasticamente.

Segundo a pesquisa Zero Trust Adoption Report 2021, realizada pela Microsoft, 96% dos profissionais de segurança da informação acreditam que o modelo de Zero Trust é fundamental para o sucesso das suas organizações. De acordo com outro estudo, encomendado pela Microsoft, o retorno sobre o investimento do Zero Trust pode chegar a 92%.

Vantagens do Zero Trust 

Trabalhar com segurança de qualquer lugar 

A adesão do método possibilita que o colaborador consiga ser produtivo e ter rendimento com segurança nos mais variados lugares, o que seria muito benéfico, já que muitas empresas não voltarão ao modelo tradicional de trabalho de antes da pandemia. 

Trabalhar com sistemas na nuvem com maior segurança 

O trabalho na nuvem já faz parte da rotina de várias empresas, com a nova realidade de trabalho híbrido, o sistema Zera Trust é importante para garantir a segurança nesse modelo de trabalho. 

Redução de riscos 

Por ser um sistema de tolerância zero, o modelo busca fechar todas as lacunas de segurança para minimizar os riscos de movimentos laterais. 

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Dicas para implantação do Zero Trust nas empresas

Embora não exista um padrão para implantação do modelo Zero Trust, existem vários princípios que colaboram nesse processo: 

1. Princípio do privilégio mínimo: Cada usuário deve receber os privilégios necessários para realizar o seu trabalho, nada mais que isso;

  1. Autenticação: Qualquer usuário ou dispositivo deve provar que possui as permissões para acessar determinado recurso. Caso contrário, a tentativa de acesso deve ser tratada como uma ameaça em potencial;
  1. Análise inteligente de logs: A análise inteligente de logs ajuda a detectar ataques cibernéticos em tempo real, além de possibilitar a geração de relatórios de inteligência para uso interno e/ou compartilhamento com a comunidade;
  1. Controle total: A equipe de TI deve mapear todos os dispositivos, máquinas de trabalho, servidores e aplicações na rede. Mudanças na infraestrutura e aplicações devem ser catalogadas com o objetivo de mitigar potenciais vulnerabilidades;
  1. Microssegmentação: A infraestrutura deve ser dividida em segmentos menores. Cada segmento terá suas próprias políticas de segurança e permissões de acesso de acordo com as necessidades dos usuários. Dessa forma, caso um segmento seja comprometido, é possível frear a propagação de uma ameaça para os outros segmentos da rede.

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Sobre Cristian Souza

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Consultor de cibersegurança, professor do IDESP e palestrante. Tem experiência nas áreas de segurança da informação, visão computacional e inteligência artificial.

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