Home / Segurança da Informação, Cibersegurança e Forense / Cibersegurança: os desafios para implementação do 5G no Brasil 

Cibersegurança: os desafios para implementação do 5G no Brasil 

Segundo a IDC Brasil (International Data Corporation), o 5G deve gerar investimentos de US$ 25,5 bilhões até 2025 no mercado brasileiro. Inteligência artificial, internet das coisas, computação em nuvem (cloud), big data e cibersegurança estão entre as áreas que serão beneficiadas com a chegada do 5G no Brasil.

De acordo com o estudo, as companhias brasileiras investirão cerca de US$ 1,6 bilhão somente em serviços de cibersegurança, alta de 17,6% em relação a 2021. Porém, não é tão simples assim! 

Para a implementação efetiva do 5G no Brasil, é necessário mais tempo do que se imagina. No Brasil, existem muitas questões burocráticas de autorizações, impostos excessivos e um grande problema de infraestrutura. Sem falar da falta de mão de obra qualificada para implementar, ensinar ou proteger, já que temos uma desigualdade educacional e um país continental.

Oportunidades do 5G no Brasil

Prometendo uma velocidade de rede 100 vezes maior, a tecnologia 5G traz inúmeras oportunidades para diversas áreas. O relatório publicado em 2020, pelo Fórum Econômico Mundial, com o nome de Future Series: Cybersecurity, emerging technology and systemic risk – INSIGHT REPORT, em parceria com a universidade de Oxford, apresentou dados e informações que estimam em 13,2 trilhões de dólares o potencial econômico do 5G até 2035.

Um exemplo de oportunidade é para o agronegócio, imprescindível para o PIB brasileiro, que ajudará a aumentar a competitividade em relação a outros países mais desenvolvidos e reduzir custos operacionais. O 5G e uma infraestrutura segura permitirão mais tecnologia e produtividade para os grandes produtores e empresas do setor.

Esta infraestrutura tecnológica permitirá o avanço de veículos autônomos, drones, tratores autônomos, robôs e melhor geomapeamento de terras, controle e governança, possibilitando também aos pesquisadores, agrônomos e institutos um melhor aproveitamento e conhecimento.

Tecnologias como 5G, internet das coisas (IoT), Inteligência artificial e robotização terão um grande apelo de sustentabilidade, o que é importante para fundos de investimento que consideram o ESG (Environmental, Social and Governance) importante, e isto para o agronegócio brasileiro, pode ser diferencial competitivo e mais lucro a médio e longo prazo.

Assista ao webinar “Inteligência Artificial e IoT – Os impactos na Segurança da Informação”, com os especialistas Jeferson D’Addario e Alex Galho.

Cibersegurança e 5G no Brasil

Os alvos clássicos dos ciber criminosos em todos os países são as infraestruturas críticas, ou seja, setores de telecomunicações, financeiro, saúde, transporte, produção de alimentos, energia e governo. Portanto, qualquer nova tecnologia com potencial de negócios, na casa de bilhões de dólares, é tão atraente para os empresários como é para os ciber criminosos.

O agronegócio e tudo relacionado a ele são alvos, e quanto antes começarem a investir em cibersegurança e gestão de segurança da informação e da privacidade, melhor preparados estarão. Atualmente, os investimentos ainda são pequenos comparados com a riqueza gerada por este segmento no Brasil.

O 5G no Brasil é uma novidade e, como acontece com toda nova tecnologia, hackers trabalham para criar golpes e obterem informações e dados. “Dados são o novo petróleo.”, disse o matemático inglês, Clive Humby, anos atrás, portanto, dados precisam ser protegidos, e no Brasil os dados privados devem ser protegidos por lei (LGPD).

Com isso, é necessário que a cibersegurança do 5G tenha melhorias significativas, antes de sua implementação efetiva para evitar riscos de ataques. Nesse sentido, algumas preocupações estão na segurança da própria rede, enquanto envolvem os dispositivos que se conectam ao 5G, por exemplo. As empresas de telecomunicações são alvos muito interessantes e importantes para os ciber criminosos e devem ter um aumento nas tentativas de ataques, golpes e fraudes.

A educação em cibersegurança é outro ponto de destaque e ela precisa estar na base familiar de qualquer pessoa. Jovens e a melhor idade são os maiores alvos dos crimes cibernéticos por falta de informação. Com isso, o acesso ao 5G pode causar um aumento de golpes. Desse modo, implementar o 5G é um ponto, garantir qualidade do serviço é outra questão.

Não precisamos ir muito longe das grandes metrópoles para perder a capacidade de competitividade. Quem mais precisa do 5G são os mais distantes, pois eles necessitam se conectar com o mundo, de educação e inclusão digital. O Relatório Global de Riscos de 2022, publicado pelo Fórum Econômico Mundial, em janeiro, aponta que a desigualdade digital está entre os maiores riscos do Brasil para este ano.

Ficou interessado pela área?

Conheça nossa pós-graduação em Cyber Security e aprenda com aulas HANDS-ON, habilitando o aluno a ser a primeira linha de defesa contra ataques cibernéticos.

Sobre Jeferson D'Addario - CBCP, MBCI, CRISC

mm
Consultor sênior há mais de vinte anos em TI, gestão de riscos e continuidade de negócios, ganhador do prêmio SECMASTER 2006 na categoria “Melhor Contribuição para o Desenvolvimento de Mercado”. Possui mais de 35 projetos de Continuidade de Negócios para empresas líderes no Brasil e Exterior nos últimos dez anos. Certificado como CBCP pelo DRII-USA, MBCI pelo BCI-UK, CRISC pela ISACA, ISO 27001 lead auditor (BSI). Formação em Economia e TI. Foi o responsável por trazer e desenvolver os primeiros cursos de continuidade de negócios oficiais do DRII – Disaster Recovery Institute International para o Brasil em 2005. Desde 2010 é instrutor oficial do DRII e representante executivo para o Brasil. É Membro da ISACA-SP, sendo colaborador na tradução do COBIT 4.1. Possui ampla experiência em Gestão de TIC (ITIL e ISO 20.000) e Govenança de TIC (COBIT, ISO 38500), tendo sido gerente e diretor de TI em empresas nacionais, e participado de projetos de implementação e certificação. Criador, coordenador e professor da Pós-graduação em GTSI - Gestão e Tecnologia em Segurança da Informação, curso DARYUS aplicado na Faculdade Impacta Tecnologia (FIT) – SP/SP, desde 2003, atualmente na turma 15. É sócio-diretor e fundador da DARYUS Consultoria e Treinamento, e atualmente CEO do Grupo DARYUS. Possui ampla experiência em gestão empresarial de negócios, pessoas, educação, gestão de crises, comunicação empresarial, relacionamento executivo e gestão financeira, apoiando executivos de grandes empresas no Brasil em projetos de consultoria. Palestrante, articulista e colaborador em eventos nacionais e internacionais relacionados a GRC, TI, Continuidade e Gestão Empresarial. Foi reconhecido pela Infragard – Califórnia em 2010 pela contribuição na área de segurança da informação para o Brasil. Já lecionou anteriormente para IPEN – Instituto de Pesquisas Nucleares – USP – SP e Instituto Trevisan – SP.

Confira tambem

Como o Zero Trust pode ajudar na segurança de dados das empresas 

O Zero Trust é um modelo de segurança no qual é estabelecido um criterioso processo …

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.