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1° Encontro das Mulheres em Continuidade de Negócios na América Latina promovido pelo Disaster Recovery Institute International Foundation

Encontro propôs a união das profissionais em busca de maior representatividade no mercado e igualdade.

No dia 16 de agosto, a DARYUS recebeu o 1° Encontro da Fundação Disaster Recovery Institute International (DRI Foundation-US) – MGCN- Mulheres em Gestão de Continuidade de Negócios no Brasil. Conduzido por Camila Ishikawa, executiva com vasta experiência em GCN, Gestão de Riscos e Crises no mercado financeiro no Brasil e no exterior, que lidera a iniciativa na América Latina. O evento contou com a presença de profissionais atuantes em Gestão de Continuidade de Negócios, Gestão de Crises, Riscos, Tecnologia, e Segurança da Informação que representam diversos segmentos de mercado.
Segundo Camila, o intuito do encontro – que contará com novas edições a cada dois meses – é de formar um grupo de mulheres atuantes na área, de maneira a fortalecer o desempenho e a representatividade feminina na Gestão de Crises e Continuidade de Negócios na América Latina. Além disso, a união dessas profissionais está sendo realizada com vista no compartilhamento de experiências, oportunidades de trabalho, palestras, temas comuns nos países com participação do DRII e apoio para o aumento de maturidade no tema no Brasil.
Dentre os assuntos debatidos, foram apresentados resultados de uma pesquisa internacional, realizada em 2018, sobre a atuação das mulheres em Gestão de Continuidade de Negócios. Em suma, é possível perceber que os maiores desafios enfrentados por essas profissionais dizem respeito às disparidades de cargos e remuneração com relação aos homens, bem como a reafirmação constante de estereótipos equivocados sobre a atuação feminina no mercado de trabalho. Segundo a pesquisa, o maior problema enfrentado por elas (35%) é a ‘falta de transparência e a grande diferença nos valores de remuneração de homens e mulheres atuantes na mesma área’, seguido da ‘dificuldade de mobilidade na carreira’ (27%), ‘dificuldade de equilíbrio entre vida profissional e pessoal’ (21%) e a ‘discriminação de gênero’ (13%). Dentre as principais preocupações apontadas pelas entrevistadas estão ‘dificuldade de promoção na carreira’ (32%), ‘não ter uma renda justa’ (30%) etc. Outro dado importante diz respeito à manutenção de estereótipos equivocados sobre a atuação profissional feminina: segundo a pesquisa, as profissionais são continuamente julgadas como ‘muito agressivas quando discordam de opiniões masculinas’ (41%), ‘muito emotivas’ (20%), ‘inabilitadas para se tornarem líderes’ (20%). Além disso, muitas afirmam que precisam adotar atitudes esperadas e socialmente indicadas como tipicamente ‘femininas’ para terem maior aceitação no mercado, ou seja, antigos obstáculos ainda muito presentes na vida profissional das mulheres.
Com vista nos resultados descritos, Camila Ishikawa propôs um programa de mentoria entre mulheres, que proporcione melhorias efetivas na atuação de cada uma delas. No encontro, ainda foram sugeridas novas pesquisas sobre a área para alavancarem a representatividade da mulher na Gestão de Continuidade de Negócios. O grupo permanece aberto às mulheres que atuam na área e desejam contribuir com o programa.

Inscrições:
Interessadas devem enviar um e-mail (nome, cargo, organização, localização e telefone comercial) para: [email protected]

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